terça-feira, 31 de janeiro de 2012

23 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A BÍBLIA



01) Qual o significado da palavra "Bíblia"?A palavra "Bíblia" é de origem grega e quer dizer "LIVROS". São, ao todo, 73 livros: 46 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento.

02) Quem é o autor da Bíblia?O autor da Bíblia é Deus.Não foi Ele, porém, quem a escreveu. Essa tarefa coube aos homens e mulheres que, movidos pelo Espírito Santo, foram aos poucos escrevendo tudo o que a eles era inspirado que escrevessem.
03) Os autores humanos da BÍBLIA apenas "copiaram" o que Deus "ditou" a eles?Não, os autores humanos da Bíblia receberam a inspiração de Deus e usaram das próprias palavras - e dos próprios conhecimentos - para redigir os textos inspirados.

04) Como a Bíblia foi escrita?A BÍBLIA foi composta "A DUAS MÃOS": por Deus, que a inspirou, e pelos homens e mulheres que a escreveram. Não sabemos quantos são os autores humanos da Bíblia, mas sabemos que são muitos. Daí afirmarmos que a Bíblia foi escrita em "mutirão".

05) Quando a Bíblia foi escrita?A Bíblia foi escrita entre o ano 1250 antes de Cristo e o ano 100 depois de Cristo, aproximadamente. Ou seja, ela levou mais de mil anos para ficar pronta.

06) Onde foi escrito o Antigo Testamento?O Antigo Testamento foi escrito na Palestina (a terra de Jesus), na Babilônia (onde o povo judeu, num determinado momento de sua história, esteve exilado) e no Egito (para onde muitos judeus foram depois do cativeiro na Babilônia).

07) Onde foi escrito o Novo Testamento?Os livros do Novo Testamento foram escritos na Palestina (a terra de Jesus), na Síria, na Ásia Menor, na Grécia e na Itália(lugares estes onde haviam sido fundadas comunidades cristãs).

08) Em que línguas foram escritas a Bíblia?A Bíblia foi escrita em HEBRAICO, ARAMAICO e GREGO.

09) Quantas traduções existem da Bíblia?A Bíblia já foi traduzida para aproximadamente DOIS MIL IDIOMAS. As cópias mais antigas estão na Biblioteca do Vaticano, no Museu Britânico (Londres, Inglaterra) e no Museu de Jerusalém (Israel).

10) No que foi escrita a Bíblia?Os livros da Bíblia foram escritos em CERÂMICA(tijolos de argila), PAPIRO (tiras de algo semelhante ao papel feitas a partir da aste do papiro, originário do Egito) e PERGAMINHO (couro curtido e preparado de carneiro, chamado de pergaminho por ter sido usado pela primeira vez na cidade de Pérgamo, 200 anos antes de Cristo).

11) Quem dividiu a Bíblia em capítulos e versículos?A divisão dos livros da Bíblia em capítulos é da autoria do inglês Estévão Langton, arcebispo de Cantuária, e foi realizada no ano de 1214. Já a divisão dos capítulos em versículos foi feita, em definitivo, em 1551, pelo tipógrafo Roberto Stefano. Uma curiosidade: a Bíblia tem 1.328 capítulos e 40.030 versículos.

12) Quais são as duas grandes partes da Bíblia?A Bíblia está dividida em duas grandes partes; ANTIGO TESTAMENTO e NOVO TESTAMENTO. O Antigo Testamento começa com o livro de Gênesis e termina com o livro de Malaquias, e o Novo Testamento vai do Evangelho escrito por São Mateus até o livro do Apocalipse de São João.

13) Como está dividido o Antigo Testamento?O Antigo Testamento está assim subdividido: PENTATEUCO (os cinco primeiros livros), do Gênesis ao Deuteronômio; livros HISTÓRICOS (16 livros, de Josué a Macabeus); livros POÉTICOS ou SAPIENCIAIS(7 livros, de Jó a Eclesiático) e, livros PROFÉTICOS (18 livros, de Isaías a Malaquias).

14) Como está dividido o Novo Testamento?O Novo Testamento apresenta a seguinte subdivisão: livros HISTÓRICOS (os 4 Evangelhos mais o livro dos Atos dos apóstolos); CARTAS DOS APÓSTOLOS (21 cartas, de Romanos a Judas) e, livro PROFÉTICO (apenas um, o Apocalipse, o último livro da Bíblia).

15) O que são os livros APÓCRIFOS?Os apócrifos são livros escritos nos tempos em que foram escritos os demais livros da Bíblia, mas que não foram escritos sob inspiração de Deus e, por isso, não pertencem ao livro da Bíblia.

16) Quantos livros tem a Bíblia Protestante?A Bíblia Protestante tem 66 livros, 7 a menos que a Bíblia Católica. Os livros de Baruc, Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, 1º e 2º Macabeus e parte dos livros de Ester e Daniel fazem parte da Bíblia Católica mas não da Bíblia Protestante.
Razões teológicas e históricas levaram os judeus - e depois os protestantes - a considerar esses livros como livros apócrifos.

17) É certo brigar com pessoas de outras religiões por causa da Bíblia?Não, não é certo. A Bíblia é instrumento de aproximação e união, e não arma de agressão.

18) Quem é o centro da Bíblia?
O centro da Bíblia é Jesus. Tudo nela aponta para o Filho de Deus feito homem. O Antigo Testamento (antiga aliança) prepara a sua vinda; o Novo Testamento (nova aliança) a realiza.

19) Quem pode interpretar a Bíblia?Só a Igreja, instituída por Cristo, pode interpretar corretamente a Bíblia. O Espírito Santo, terceira Pessoa da Santíssima Trindade, é quem ajuda a Igreja nessa interpretação. O católico que participa das celebrações de sua comunidade vai, com o tempo, entendendo o sentido e o significado dos ensinamento da Palavra de Deus; assim ele aprende a interpretar a Bíblia junto com a Igreja.

20) Como estudar a Bíblia em grupo?O Grupo de Reflexão (Círculo Bíblico) é um lugar e um modo seguro e privilegiado de estudar e interpretar a Bíblia em comunidade. É no Grupo de Reflexão e Vivência que os católicos "misturam"a vida com a fé e aprendem a ser solidários uns com os outros.

21) É bom e aconselhável decorar trechos da Bíblia?Sim, é bom memorizar ou decorar trechos da Bíblia, desde que quem os memorize também os pratique. Quem conhece passagens da Bíblia "de cor" mas não se esforça por vivê-las é um falso cristão.

22) Com que atitude deve-se ler a Bíblia?A Bíblia deve ser lida com humildade de coração. É aos pequenos e simples que Deus revela a sua sabedoria.

23) Como procurar e encontrar uma citação bíblica?
As citações bíblicas têm sempre a seguinte ordem: Título do LIvro (abreviado), Capítulo e Versículo.
Exemplo: Jo 10,10. Esta citação lê-se assim: Evangelho de São João, capítulo dez, versículo dez.

* - A vírgula ( , ) separa o capítulo do versículo.
Exemplo: Jo 6,50 = Evangelho de São João, capítulo seis, versículo cinqüenta.
* - O ponto ( . ) indica um pulo entre os versículos.Neste caso, lê-se o número que vem antes e depois do ponto.
Exemplo: Jo 1,3.9 = Evangelho de São João, capítulo um, versículos três e nove.
* - O traço ( - ) indica que devemos ler de um versículo até o outro.
Exemplo: Jo 17,20-26 = Evangelho de São João, capítulo dezessete, versículos de vinte a vinte e seis. O traço pode também indicar uma seqüência de capítulos.
Exemplo: Jo 17,20-18,12 = Evangelho de São João, do capítulo dezessete, versículo vinte, até o capítulo dezoito, versículo doze.
* - O ponto e a vírgula ( ; ) separam uma citação de outra, ou um livro de outro livro.
Exemplo: Jo 1,5;16,14 = lê-se o versículo cinco do capítulo um e o versículo quatorze do capítulo dezesseis.
Outro exemplo: Jo 1,5;Mt1,22: neste caso, deve-se procurar as duas citações pedidas, uma no Evangelho de São João e a outra no Evangelho de São Mateus.
* - Um esse ( S ) indica o versículo imediatamente posterior ao citado.
Exemplo: Jo 1,5s = Evangelho de São João, capítulo um, versículo cinco e seguinte, seis. Ou seja: Jo 1,5s = Jo 1,5-6.
* - Dois esses ( SS ) indicam os versículos seguintes ao citado.
Exemplo: Jo 1,5ss = Evangelho de São João, capítulo um, versículos cinco e seguintes, até onde interessar a citação.
* - Às vezes encontramos um a, ou b, ou ainda um depois da citação do versículo.
Exemplo: Jo 1,18a = lê-se a primeira parte do versículo dezoito. Quando a letra que vem logo após a citação do versículo é a b, deve-se ler a segunda parte desse versículo e, quando é a letra c, lê-se a terceira parte do versículo. Isso acontece porque um versículo pode ser formado por uma, duas ou até três frases.
* - Quando o livro tem um só capítulo, omite-se a indicação do capítulo, e cita-se só o versículo.
Exemplo: Jd 3 = Carta de São Judas, versículo três. Quando o livro tem mais de um capítulo, o número que vem logo após a indicação do livro é a do capítulo.
Exemplo: Jo 2 = deve-se ler todo o capítulo dois do Evangelho de São João.


São João Bosco


Hoje a igreja comemora o dia de São joão Bosco, O apóstolo da Juventude, e o blog conquistando as alturas, conta um pouco desta história que mudou a vida e ainda muda a vida de tantos jovens.

"O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele"



João Bosco nasceu no Colle dos Becchi, no Piemonte, Itália, uma localidade junto de Castelnuovo de Asti (agora chama-se Castelnuovo Dom Bosco) a 16 de agosto de 1815. Era filho de humilde família de camponeses. Órfão de pai aos dois anos, viveu sua mocidade e fez os primeiros estudos no meio de inumeráveis trabalhos e dificuldades. Desde os mais tenros anos sentiu-se impelido para o apostolado entre os companheiros. Sua mãe, que era analfabeta, mas rica de sabedoria cristã, com a palavra e com o exemplo animava-o no seu desejo de crescer virtuoso aos olhos de Deus e dos homens.

Mesmo diante de todas as dificuldades, João Bosco nunca desistiu. Durante um tempo foi obrigado a mendigar para manter os estudos. Prestou toda a espécie de serviços. Foi costureiro, sapateiro, ferreiro, carpinteiro e, ainda nos tempos livres, estudava música.

Queria vivamente ser sacerdote. Dizia: "Quando crescer quero ser sacerdote para tomar conta dos meninos. Os meninos são bons; se há meninos maus é porque não há quem cuide deles". A Divina Providência atendeu os seus anseios. Em 1835 entrou para o seminário de Chieri.

Ordenado Sacerdote a 5 de junho de 1841, principiou logo a dar provas do seu zelo apostólico, sob a direção de São José Cafasso, seu confessor. No dia 8 de dezembro desse mesmo ano, iniciou o seu apostolado juvenil em Turim, catequizando um humilde rapaz de nome Bartolomeu Garelli. Começava assim a obra dos Oratórios Festivos, destinada, em tempos difíceis, a preservar da ignorância religiosa e da corrupção, especialmente os filhos do povo.

Em 1846 estabeleceu-se definitivamente em Valdocco, bairro de Turim, onde fundou o Oratório de São Francisco de Sales. Ao Oratório juntou uma escola profissional, depois um ginásio, um internato etc. Em 1855 deu o nome de Salesianos aos seus colaboradores. Em 1859 fundou com os seus jovens salesianos a Sociedade ou Congregação Salesiana.

Com a ajuda de Santa Maria Domingas Mazzarello, fundou em 1872 o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora para a educação da juventude feminina. Em 1875 enviou a primeira turma de seus missionários para a América do Sul.

Foi ele quem mandou os salesianos para fundar o Colégio Santa Rosa em Niterói, primeira casa salesiana do Brasil, e o Liceu Coração de Jesus em São Paulo. Criou ainda a Associação dos Cooperadores Salesianos. Prodígio da Providência divina, a Obra de Dom Bosco é toda ela um poema de fé e caridade. Consumido pelo trabalho, fechou o ciclo de sua vida terrena aos 72 anos de idade, a 31 de janeiro de 1888, deixando a Congregação Religiosa Salesiana espalhada por diversos países da Europa e da América.

Se em vida foi honrado e admirado, muito mais o foi depois da morte. O seu nome de taumaturgo, de renovador do Sistema Preventivo na educação da juventude, de defensor intrépido da Igreja Católica e de apóstolo da Virgem Auxiliadora se espalhou pelo mundo inteiro e ganhou o coração dos povos. Pio XI, que o conheceu e gozou da sua amizade, canonizou-o na Páscoa de 1934.

Apesar dos anos que separam os dias de hoje do tempo em que viveu Dom Bosco, seu amor pelos jovens, sua dedicação e sua herança pedagógica vêm sendo transmitidos por homens e mulheres no mundo inteiro.

Hoje Dom Bosco se destaca na história como o grande santo Mestre e Pai da Juventude. Embora tenha feito repercutir pelo mundo o seu carisma e o sistema preventivo de salesiano, que é baseado na Razão, na Religião e na Bondade, Dom Bosco permaneceu durante toda a sua vida em Turim, na Itália. Dedicou-se como ninguém pelo bem-estar de muitos jovens, na maioria órfãos, que vinham do campo para a cidade em busca de emprego e acabavam sendo explorados por empregadores interessados em mão-de-obra barata ou na rua passando fome e convivendo com o crime.

Com atitudes audaciosas, pontuadas por diversas inovações, Dom Bosco revolucionou no seu tempo o modelo de ser padre, sempre contando com o apoio e a proteção de Nossa Senhora Auxiliadora. Aliás, o sacerdote sempre considerou como essencial na educação dos jovens a devoção à Maria.


Dom Bosco ficou muito famoso pelas frases que usava com os meninos do oratório e com os padres e irmãs que o ajudavam. Embora tenham sido criadas no século passado, essas frases, ainda hoje, são atuais e ricas de sabedoria. Elas demonstram o imenso carinho que Dom Bosco tinha pelos jovens.

Entre alguns exemplos, "Basta que sejam jovens para que eu vos ame.", "Prometi a Deus que até meu último suspiro seria para os jovens.", "O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele", "Ganhai o coração dos jovens por meio do amor", "A música dos jovens se escuta com o coração, não com os ouvidos."

O método de apostolado de Dom Bosco era o de partilhar em tudo a vida dos jovens; para isto no concreto abriu escolas de alfabetização, artesanato, casas de hospedagem, campos de diversão para os jovens com catequese e orientação profissional; foi por isso a Igreja reza: "Deus suscitou São João Bosco para dar à juventude um mestre e um pai".

De estatura atlética, memória incomum, inclinado à música e a arte, Dom Bosco tinha uma linguagem fácil, espírito de liderança e ótimo escritor. Este grande apóstolo da juventude foi elevado para o céu em 31 de janeiro de 1888 na cidade de Turim; a causa foi o outros, já que afirmava ter sido colocado neste mundo para os outros.

O lixo Big Brother. Bispo da Igreja se manifesta sobre programa.


Por Dom Henrique Soares, Bispo Auxilias da Arquidiocese de Aracajú-SE

A situação é extremamente preocupante: no Brasil, há uma televisão de altíssimo nível técnico e baixíssimo nível de programação. Sem nenhum controle ético por parte da sociedade, os chamados canais abertos (aqueles que se podem assistir gratuitamente) fazem a cabeça dos brasileiros e, com precisão satânica, vão destruindo tudo que encontram pela frente: a sacralidade da família, a fidelidade conjugal, o respeito e veneração dos filhos para com os pais, o sentido de tradição (isto é, saber valorizar e acolher os valores e as experiências das gerações passadas), as virtudes, a castidade, a indissolubilidade do matrimônio, o respeito pela religião, o temor amoroso para com Deus.
Na telinha, tudo é permitido, tudo é bonitinho, tudo é novidade, tudo é relativo! Na telinha, a vida é pra gente bonita, sarada, corpo legal… A vida é sucesso, é romance com final feliz, é amor livre, aberto desimpedido, é vida que cada um faz e constrói como bem quer e entende! Na telinha tem a Xuxa, a Xuxinha, inocente, com rostinho de anjo, que ensina às jovens o amor liberado e o sexo sem amor, somente pra fabricar um filho… Na telinha tem o Gugu, que aprendeu com a Xuxa e também fabricou um bebê… Na telinha tem os debates frívolos do Fantástico, show da vida ilusória… Na telinha tem ainda as novelas que ensinam a trair, a mentir, a explorar e a desvalorizar a família… Na telinha tem o show de baixaria do Ratinho e do programa vespertino da Bandeirantes, o cinismo cafona da Hebe, a ilusão da Fama… Enquanto na realidade que ela, a satânica telinha ajuda a criar, temos adolescentes grávidas deixando os pais loucos e a o futuro comprometido, jovens com uma visão fútil e superficial da vida, a violência urbana, em grande parte fruto da demolição das famílias e da ausência de Deus na vida das pessoas, os entorpecentes, um culto ridículo do corpo, a pobreza e a injustiça social… E a telinha destruindo valores e criando ilusão…
E quando se questiona a qualidade da programação e se pede alguma forma de controle sobre os meios de comunicação, as respostas são prontinhas: (1) assiste quem quer e quem gosta, (2) a programação é espelho da vida real, (3) controlar e informação é antidemocrático e ditatorial… Assim, com tais desculpas esfarrapadas, a bênção covarde e omissa de nossos dirigentes dos três poderes e a omissão medrosa das várias organizações da sociedade civil – incluindo a Igreja, infelizmente – vai a televisão envenenando, destruindo, invertendo valores, fazendo da futilidade e do paganismo a marca registrada da comunicação brasileira…
Um triste e último exemplo de tudo isso é o atual programa da Globo, o Big Brother (e também aquela outra porcaria, do SBT, chamada Casa dos Artistas…). Observe-se como o Pedro Bial, apresentador global, chama os personagens do programa: “Meus heróis! Meus guerreiros!” – Pobre Brasil! Que tipo de heróis, que guerreiros! E, no entanto, são essas pessoas absolutamente medíocres e vulgares que são indicadas como modelos para os nossos jovens!
Como o programa é feito por pessoas reais, como são na vida, é ainda mais triste e preocupante, porque se pode ver o nível humano tão baixo a que chegamos! Uma semana de convivência e a orgia corria solta… Os palavrões são abundantes, o prato nosso de cada dia… A grande preocupação de todos – assunto de debates, colóquios e até crises – é a forma física e, pra completar a chanchada, esse pessoal, tranqüilamente dá-se as mãos para invocar Jesus… Um jesusinho bem tolinho, invertebrado e inofensivo, que não exige nada, não tem nenhuma influência no comportamento público e privado das pessoas… Um jesusinho de encomenda, a gosto do freguês… que não tem nada a ver com o Jesus vivo e verdadeiro do Evangelho, que é todo carinho, misericórdia e compaixão, mas odeia o fingimento, a hipocrisia, a vulgaridade e a falta de compromisso com ele na vida e exige de nós conversão contínua! Um jesusinho tão bonzinho quanto falsificado… Quanta gente deve ter ficado emocionada com os “heróis” do Pedro Bial cantando “Jesus Cristo, eu estou aqui!”
Até quando a televisão vai assim? Até quando os brasileiros ficaremos calados? Pior ainda: até quando os pais deixarão correr solta a programação televisiva em suas casas sem conversarem sobre o problema com seus filhos e sem exercerem uma sábia e equilibrada censura? Isso mesmo: censura! Os pais devem ter a responsabilidade de saber a que programas de TV seus filhos assistem, que sites da internet seus filhos visitam e, assim, orientar, conversar, analisar com eles o conteúdo de toda essa parafernália de comunicação e, se preciso, censurar este ou aquele programa. Censura com amor, censura com explicação dos motivos, não é mal; é bem! Ninguém é feliz na vida fazendo tudo que quer, ninguém amadurece se não conhece limites; ninguém é verdadeiramente humano se não edifica a vida sobre valores sólidos… E ninguém terá valores sólidos se não aprende desde cedo a escolher, selecionar, buscar o que é belo e bom, evitando o que polui o coração, mancha a consciência e deturpa a razão!
Aqui não se trata de ser moralista, mas de chamar atenção para uma realidade muito grave que tem provocado danos seríssimos na sociedade. Quem dera que de um modo ou de outro, estas linha de editorial servissem para fazer pensar e discutir e modificar o comportamento e as atitudes de algumas pessoas diante dos meios de comunicação.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Que significa "ser apóstolo" no século XXI?


Era uma tarde de segunda feira, estava navegando na internet, buscando algo para fortificar minha fé, foi quando entrei no site da Opus Dei e vi este texto + vídeo respondendo a pergunta do que é ser apóstolo neste século. A resposta do padre, por sinal muito boa, ajuda qualquer jovem em seu caminho, ele fala do padre que fundou a Opus Dei, São Josemaría Escrivá que hoje é santo, quando eu tiver oportunidade explico o que é a Opus Dei, aqui no blog. Quando terminei de ler, lembrei de todos os jovens que lutam para evangelizar a juventude que busca no meio do mundo um sentido. Então, quis compartilhar esse material para todo o jovem que luta para construir o Reino de Deus, especialmente aos jovens de minha paróquia Santa Cruz e os que fazem parte do Movimento de Treinamento de Liderança Cristã. Boa leitura e que nosso criador nos conduza à conquista das alturas.

Que significa "ser apóstolo" no século XXI?
Sonsoles é uma estudante que assistiu a uma tertúlia com D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei. Perguntou-lhe - perante milhares de jovens como ela - que significa "ser apóstolo", e como sê-lo na prática.
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- Padre, que alegria estar conosco. Chamo-me Sonsoles, sou de Madri.


- Sonsoles? Pois o nosso Padre foi a Sonsoles e ficava comovido com os olhos tão bonitos que a Senhora tem, São como sóis! Que todas e todos tenhamos os olhos da alma como essa imagem de Nossa Senhora. 
 

- Padre, como ter força para superar a comodidade e o medo e para ser verdadeiramente um apóstolo ao lidar com as minhas amigas, transmitir de modo atrativo a necessidade que todos temos de alimentar a fé todos os dias? Obrigada, Padre.

- Sê valente, sê valente como o nosso Padre que teve de deixar tantas coisas, mas deixou-as sabendo que não era uma mudança para pior, mas uma mudança para melhor. 

Era um homem de grandes desejos, era uma pessoa muito dotada, com muitas condições para levar a cabo muitas coisas neste mundo. 
O Senhor pediu-lhe que seguisse outro rumo e fê-lo, fê-lo pensando em primeiro lugar em dar glória a Deus e em segundo lugar nessas almas de quem estava à espera. 
Por isso também vos dizia que quando rezamos o Angelus me lembrava do nosso Padre com esse olhar tão seu, de homem enamorado, porque o cristão, a cristã que segue Cristo não é uma mulher ou um homem que não sabe amar. Pelo contrário, desenvolvemos toda a potência do nosso amor dirigindo-o para o Senhor e com Deus para todas as almas.

E lembrava-me de quando deu a bênção com o Santíssimo via "três, trinta, trezentos"... E ali estavam vocês. E numa ocasião comentou-nos: "sofri muito, tive de rezar muito, mas não me arrependo do que sofri nem do que tive de rezar, e se tivesse de voltar a começar fá-lo-ia bem e melhor com a ajuda de Deus. Pois, minha filha, o Senhor está à tua procura, no teu encalço, dizendo: não tenhas medo, não tenhas medo de te comprometer, para ser uma cristã e se for preciso para dar a vida e seguir o que Deus te for pedindo. Que Deus te abençoe.



O Homem e O Livre Arbítrio


Dom Estêvão Bettencourt

As noções propostas a respeito da estrutura essencial do homem e do seu processo de conhecimento levam-nos logicamente à consideração de uma propriedade da vontade ou do amor: o homem é dotado de livre arbítrio. Isto quer dizer: é capaz de escolher entre o agir e o não agir, entre este e aquele modo de agir, entre este e aquele fim de seus atos e de sua vida.

Tal proposição se baseia no fato de que a vontade humana tem o desejo inato do bem, e do bem sem restrição, infinito. Expliquemo-nos: sempre que deseja algum objeto, a vontade o deseja estritamente porque lhe parece bom e na medida em que lhe parece bom (ninguém deseja o mal enquanto é mal; pode, porém, desejar o mal dado que este se apresente como algo de deleitoso ou vantajoso); e, ao procurar o que lhe parece bem, ou bom, a vontade não conhece termos; quer possuir o bem nas proporções mesmas em que ele existe e dele fruir irrestritamente. Ora, acontece que aqui na Terra nenhum objeto se apresenta ao homem como o Bem Irrestrito, pois tudo que o indivíduo nesta vida conhece ou é finito (alguma criatura) ou é Infinito (Deus), contemplado, porém, através de véus, isto é, através das criaturas e das fórmulas da revelação sobrenatural, que pressupõem os conceitos finitos da nossa inteligência.

Dado, pois, que o homem neste mundo não encontra o Infinito tão como é, com sua infinitude, para se poder repousar e saciar, nunca se vê solicitado necessária e irresistivelmente. Qualquer dos bens desta vida só é capaz de deter o homem na medida em que este queira considerar o que tal objeto apresenta de bom, fazendo abstração dos aspectos de deficiência e limitação que o mesmo inevitavelmente apresenta; e não há dúvida de que esta consideração unilateral não pode ser indefinidamente sustentada; cedo ou tarde, o indivíduo percebe as lacunas do objeto a que até então aderia, e é tentado a procurar outro bem em que se possa saciar (somente na fé, a qual é movida por um ato da vontade livre, resistindo à volubilidade natural, é que o cristão, neste mundo, se pode fixar inabalavelmente em Deus).

É, pois, o fato de que o homem não apreende o Infinito como Infinito (do qual ele tem sede inata) que explica nesta vida a sua liberdade de arbítrio. Tal prerrogativa eleva a criatura humana muito acima dos irracionais. Estes, carecendo de inteligência, só podem conhecer, através dos sentidos, objetos materiais e limitados; o seu apetite, por conseguinte, só aspira a bens finitos e deixa-se arrastar pelos valores concretos e passageiros que sucessivamente lhes ocorrem.

O livre arbítrio, porém, embora seja título de dignidade, não deixa de constituir uma arma de dois gumes para o homem. Capaz de escolher entre o autêntico Infinito (Deus) e o aparente ou falso Infinito (riquezas, ciência, gozo sensual...) como último termo de seus atos, o homem pode optar pelo aparente, e assim encaminhar toda a sua vida para meta errônea, onde necessariamente se sentirá deslocado, desgraçado. Todavia, não obstante o perigo de que abusasse da liberdade, Deus não quis deixar de fazer o homem livre nem quer, depois de o ter criado, retocar, desrespeitar, mutilar o dom que lhe fez. Isto seria indigno do Criador; no conjunto dos seres criados, reflexos da Perfeição divina, era, e é, de toda conveniência, houvesse também este tipo de imagem de Deus, que é o homem livre, não autômato, não artificialmente impulsionado ou coibido. O Criador permite, pois, ao homem, o pleno uso da sua liberdade; mediante esta, a criatura pode mutilar-se, tornar-se monstruosa, sem dúvida; a infelicidade é então a sorte que ela mesma plasma para si. Todavia, no quadro universal das criaturas, mesmo a desventura dos maus não destrói a beleza do conjunto ou a harmonia que resulta do fato de haver também criaturas livres que usem devidamente da sua liberdade para ser perfeitas, para ser dignas expressões da Beleza divina. Foi por isto que Deus Se dignou assumir o "risco" (na expressão forte de alguns escritores) de criar o homem livre.

*Grifos Nossos.

BETTENCOURT, Estêvão. A Vida que Começa com a Morte. 3. ed. Rio de Janeiro: Edições Agir, 1963.

sábado, 28 de janeiro de 2012

NÓS SABEMOS O CAMINHO É O AMOR.




Hoje depois de certo tempo retorno a escrever para meu blog, peço a Deus que me dê forças para evangelizar os jovens através desta ferramenta e, não mais fraquejar, mas cumpri com firmeza essa missão, que sei muito bem, é um chamado de Deus. Peço a você meu irmão que lê essas linhas, que reze para que eu me converta e nunca saia desse caminho.
 Para iniciar essa jornada quero falar de nosso caminho na vida cristã, certos que estamos em condição de filhos de Deus e aceitamos os seus ensinamentos para nossa vida, devemos viver de uma forma que mostre aos que não são de Deus que Ele existe e edifica nossa vida, ser exemplo no meio da multidão e não igual a que o mundo mostra, vivendo as virtudes cristãs, mesmo que sejamos perseguidos pelos homens.
 Desde 2004, iniciei a minha vida cristã, caminho junto de um movimento chamado Treinamento de Liderança Cristã – T.L.C, e neste, cantamos uma musica que  repete varias vezes o  trecho: NÓS SABEMOS O CAMINHO É O AMOR.   Mas será que sabemos que caminho é esse? No inicio falei que sabemos a condição que vivemos, será que sabemos? O que é vida em Cristo? Para responder, busco auxilio de um autor que gosto muito, Padre Francisco Faus que no livro a A voz da consciência e em uma adaptação desse livro fala sobre esse caminho.
Um escrito cristão do século I, chamado a Didaqué ou Doutrina dos doze Apóstolos, começa assim: «Há dois caminhos: um da vida e outro da morte. A diferença entre ambos é grande». O caminho da vida - explica - consiste em amar a Deus e ao próximo e observar todos os outros mandamentos. Pelo contrário, quem despreza os mandamentos da lei de Deus e se entrega às paixões, hipocrisias, orgulho, adultério, rapinagens, etc., esse envereda pelo caminho da morte. «Filho, fica longe de tudo isso», exorta o autor anônimo desse antiquíssimo texto catequético (I e II). Como os primeiros cristãos, procuremos compreender o roteiro que os mandamentos da Lei de Deus nos indicam como «caminho da vida».
Servindo-nos de uma comparação, vamos imaginar esse «caminho da vida» como uma moderníssima estrada. Podemos pensar numa das grandes rodovias que percorrem o Brasil, por exemplo, a rodovia Belém-Brasília (supondo-a bem conservada).
Tal como acontece com qualquer outra auto-estrada, essa permite ao viajante chegar em tempo ao seu destino. Se não houvesse estrada nenhuma, mas apenas a natureza em estado bruto, o viajante ficaria perdido entre matas, capoeiras, brejos, rios e montes, e jamais chegaria ao termo da viagem, ou - como os antigos bandeirantes - demoraria muitos meses até alcançá-lo.
Observamos neste trecho que temos uma escolha, entre o caminho da vida e da morte, cabe a cada um entender e seguir o caminho da vida. Pois quem tem ouvidos, ouça! Mt13,8, Jesus cristo em seus ensinamentos repete esse trecho varias vezes, em outra Ele fala: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça! Não basta apenas ouvir, tem que viver os mandamentos da lei de Deus. Nossa juventude muitas vezes não escuta nem os pais que os criaram e deram a vida, imagine escutar o ser que eles não vêem, acham que são donos do próprio nariz e podem fazer tudo o que tem vontade, não observa o que os mais velhos falam, muitos dizem o velho ditado: “se conselho fosse bom, não se dava , vendia.” Meu Deus! Querido jovem quem te deu um conselho bom, é porque te ama, e não quer te ver perdido na vida. Assim é nosso Pai do seu, Ele vos ama e quer te ver no caminho da vida e não no da morte. Para deixar bem dito essas palavras observamos uma historia tirada do mesmo livro do trecho anterior.
O comerciante desvairado
Pensemos agora num comerciante que, dizendo encaminhar-se para Belém do Pará, saísse de Brasília e, uma vez na estrada, comentasse com a esposa, sentada no banco ao lado: - “Vamos a Belém, meu bem, mas eu não estou para aguentar imposições. Estas faixas brancas no asfalto, essas placas, essas sinalizações todas me abafam. Nada de normas rígidas, minha querida. Independência ou morte! Liberdade!”
Nisso, em coerência com os seus devaneios libertários, o nosso motorista resolve sair das “normas rígidas” e acelera em direção à margem direita da estrada, perpendicularmente, como se fosse uma garça, capaz de levantar vôo acima de guard-rails, muretas, árvores e construções. O desfecho é fácil de prever: não conseguirá percorrer uns poucos metros sem se espatifar, acabando com a viagem, com o veículo, consigo mesmo e com a esposa.

Precisamos de orientação, se não, não chegaremos a lugar nenhum ou encontraremos a morte, destino certo deste motorista. Assim é a vida cristã precisamos observar os mandamentos com humildade, o que cristo ensinou e o que a igreja defende até os dias atuais. Se nós sabemos que o caminho é o Amor, e Deus é amor, e em seu filho Jesus o caminho, a verdade e a vida (Jo14, 6 ). Como escrevi, se sabemos que o caminho é o amor, sabemos que é a vida. O que os mandamentos dizem quando “Não matarás”, “Não roubarás”, “Não mentirás”, “Não cometerás adultério”…, não quer limita o nosso viver mais sim orientar para uma vida digna de ser Humano e cristão. Então no caminho da lei divina, mesmo nas “placas” onde se diz “Não”, um viajante lúcido e sensato saberá ler a verdadeira indicação: “Para o amor”, “Para a compreensão”, “Para a fidelidade”, “Para a verdade”, “Para a generosidade”… E, na placa principal, encontrará os dizeres mais claros, que são a meta e a iluminação de todas as outras: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas (Mt 22, 36-39). Pois bem, quem canta “nós sabemos o caminho é o amor, aprende a ver e escutar o que muitos não vêem e nem escutam.
Portanto, se queremos que, como diz a musica: a nova civilização. Uma pátria mais justa e mais fraterna. Onde juntos, construímos a unidade. Onde nada é desprezado. Porque todos são chamados... Então se queremos um mundo melhor devemos seguir esse caminho da vida consciente que chegaremos ao Pai e viveremos a vida que Ele tem para cada cristão.

Que nosso criador nos conduza através deste caminho ao sempre mais alto, a Vida com v maiúsculo.

OBS: Os trechos em negrito foram retirados do livro: A voz da consciência, autor Pe. Francisco Faus.